Monday, August 29, 2005

Mundo liberal!!


É bom vivermos num mundo de coisas boas.
O desenvolvimento doutros países, dá-nos acesso a bens e serviços de qualidade muito superior a preços muito mais razoáveis. Basta andar informado. Pena é que a informação das TVs e jornais portugueses seja tão merdosa, tão feita de entretenimento, tão vazia de utilidade.
Portugal não funciona mas não faz mal. pelo menos para os remediados, porque fosse Chitô pobre, lá se ia o olho.

Transcrição do Boletim Informativo do Clube de Campismo do Concelho de Almada, datado de
Junho de 2005, da autoria de José Chitô.


O senhor José Chitô acordou um dia com um problema no olho direito. Pareceu-lhe grave. Deslocou-se ao Hospital Garcia de Orta, em Almada (16 Abril 2005).
Diagnóstico: deslocamento de retina.
Só poderá recuperar com operação.
Segundo a opinião do oftalmologista a situação é grave e urgente. Mas alista de espera é muito grande: talvez 6 meses a um ano.
O nosso amigo fica abismado, pois uma situação destas requer internamentoimediato.
Qual a solução que veio da boca do médico?
A existência de um bom especialista em Setúbal, que ele próprio conhecia. Lávai o homem à consulta do referido especialista que lhe confirma o
diagnóstico: tem que ser operado.
Eu levo 3.000 euros por operar, mais 3.000 para a clínica e assistentes.
TOTAL: 6.000 euros (1.200 contos).
Por esta consulta desembolsou 60 euros.
Por achar este orçamento brutal, resolve marcar consulta para uma clínicaem Badajoz.
Devido à urgência do caso, marcam-lha para o dia seguinte.
É atendido meia hora depois de ter chegado.
Confirmam-lhe o diagnóstico.
O especialista diz não haver tempo a perder, não tem datas livres, por issovai ter de adiar operações menos urgentes para poder encaixar a dele.
Volta passados 10 minutos, com a data da operação: AMANHÃ ás 17 horas. São1.200 euros (240 contos). Custo da consulta: 35 euros. A operação foi umêxito! Nos 30 dias seguintes e sempre que se deslocou à Clínica, não pagoumais nada.
COMENTÁRIOS?
Este país não tem salvação possível!
E não sou daqueles que gostaria de ser espanhol!!!
Reenviem para quantos amigos e conhecidos tenham, para que sejamoscidadãos informados e denunciantes deste SISTEMA NACIONAL DE SAÚDE,completamente
PODRE! Mas também ninguém se preocupa. Mais uns milhões de milhões e a coisa fica na mesma.

Thursday, August 25, 2005

O Piano Man


Um "artista" alemão é encontrado numa praia inglesa e alguns meses depois conta que foi despedido do seu emprego francês, num relato repetido por todos os media de comunicação de todo o mundo.
O homem do piano é o paradigma da globalização.
Transformámos todos o nada em tudo para todos.
Porque o fizemos?
Exigências de entretenimento em primeiro lugar.
depois, o egoísmo e primado da procura do conforto individual numa sociedade ocidental saciada por um lado causa-nos esta necessidade de ter em atenção "o outro". A esperança para o resto do mundo. E para os dois mundos, o rico e o pobre, um motivo de associação, de congregação e integração. Nós fazemos parte daqueles que sabe e se preocupa com o Piano Man.
Como o Piano Man se transformou em nada outra vez, tal como aconteceu ao José Maria (fenómeno de portugalização), a sensação de solidão levar-lo-à pelos mesmos caminhos. Ou talvez a escrever um livro e vender milhões.

Wednesday, August 24, 2005

Incêndios - Tudo Mentira!


Estão aí os incêndios.
Já muito se tem dito sobre a temática, mas numa linguagem brejeira e tecnicamente mal preparada.
Vejamos os factos.
O número de fogos iniciado em 2005 é maior do que em 1912 mas bastante menor do que 1993.
Por outro lado importa dizer que o número de hectares de floresta ardida (excluídos portanto os hectares não plantados), embora significativo em termos absolutos, foi ultrapassado em vários outros anos. Por outro lado os hectares não nos preocupam, o que nos preocupa é o número de árvores ardidas que por incêndio iniciado é bastante menor do que em 1965 mas ligeiramente superior a 2001. As árvores ardidas também têm de ser relativizadas porque têm de se ter em conta o número de árvores plantadas, pois como é evidente o número de árvores ardidas num hectare incendiado do Alentejo é muito menor do que por exemplo nas Beiras.
Por outro lado é mais grave para efeitos de análise um incêndio apagado do que aceso. Ora como todos sabemos todos os incêndios eventualmente acabam por se apagar.
Mesmo aqueles que se apagam sozinhos por não haver mais nada para arder? Bom em relação a estes, numa análise técnica mais rigorosa, deveriam ser excluídos das análises anteriores o que mudaria completamente a perspectiva sobre a gravidade da situação actual.
Vejamos agora a análise operacional da eficácia performante dos SNPC, vulgo Bombeiros.
Na realidade os bombeiros bombeiam imenso. E como bombeiam muito não se lhes podem ser assacadas responsabilidades. Se analisarmos o número de quilómetros feito por autotanque por hectare ardido veremos que o número quase decuplicou nos últimos 20 anos. E é este tipo de análise que tem sido negligenciado. Por outro lado os bombeiros têm tido apoio político no acesso a novas tecnologias de combate ao fogo, o que terá, para alguns especialistas, aumentado a sua capacidade de apagamento em 32,7%. Ora, assim sendo, não podem ser feitas análises sobre o número de mortes deste ano. São mortes ceteri paribus. Ou seja a eficácia da operacionalidade bombeirística não poderá nunca deixar de levar em conta o número de mortes sem os ponderar pela eficácia acrescida pelas novas tecnologias.
E depois ouvimos os ditos especialistas falar de incêndios sem um mínimo de preparação estatística e de number crunching.
Finalmente para não me querer apresentar como um técnico enfadonho, temos de falar da seca. Toda a gente sabe que já houve anos de pior secas, noimeadamente em 1967 e 2000, para dar dois exemplos. Mas na realidade se dividirmos os dias de seca pelos incêndios causados de modo natural (excluindo obviamente os causados pelo homem, que alteram as relevâncias estatísticas) veremos que esse número ponderado pelos investimentos em equipamento e fardas para os bombeiros mantem-se igual à média dos anos entre 1945 e 1956 o que diz bem do extremismo com que certas realidades são transmitidas aos portugueses.
Bom não me quero alongar mais nesta análise.
Proponho uma reunião entre os diferentes partidos, para que, em estreita sintonia com o Governo e a participação activa de todas as instituições ligadas a estas temáticas, sob o Patrocínio da Presidência da República, reflictamos com calma e reavaliemos conjuntamente as ilações sobre esta nova luz sobre uma realidade ainda desconhecida, e que poderá corrigir desvios programáticos aos planos integrados estabelecidos pelos poderes governantes desde 1974.
Saudações calorosas
Manuel Forjaz

O peido!

Analisemos agora, à luz do verdadeiro liberalismo, a questão do traque.
O indivíduo tem a liberdade de mandar umas bufas quando lhe apetece?
A questão é mais complexa do que parece.
A propósito ler
http://www.discussanything.com/forums/archive/index.php/t-77147.html
A descarga é natural.
Tudo o que é natural, acontece a todos os homens (e mulheres).
Se acontece a todos os homens e mulheres não pode constituir um ataque à liberdade. Primeiro porque sendo incomodativo não provoca danos (excepto talvez os pums dos meus filhos...). Segundo porque é por todos praticado.
Não há leis contra largar uns gazes na rua. Mas ninguém o faz perto doutros. Existe uma norma social que os torna inaceitáveis. E essa norma é mais impositiva do que uma lei. Porque sendo incomodativo não constitui um limite à liberdade de ninguém.
Exactamente na mesma linha da nossa reflexão sobre o nudismo.
E as pessoas coibem-se tanto de largar uns fófós junto de outros como de andar nú em público.
A lógica é simples. Reflictam nisso.

Monday, August 22, 2005

Andar nú.


Porque não posso andar nú na rua?
Porque se podem vender jornais e revistas com homens e mulheres nuas na capa, passar filmes e canais de TV com homens e mulheres nuas, e eu não posso andar nú na rua?
Ser liberal é defender o primado da liberdade do indivíduo, sem desrespeitar, agredir ou ofender a liberdade dos outros.
MAs andar nú na rua ofende a liberdade de alguém?
Não somos, homens e mulheres, mais ou menos todos iguais?
Não vimos nós todos homens e mulheres nús? Pais e Mães? irmãos e irmãs? Namorados e namoradas? Estrelas e povo? Em fotografias artísticas e porno?
O que há de novidade no meu corpo nú?
Ofende a moral pública?
Ofende mais a moral pública o meu corpo nú ou os horrores do nosso quotidiano? As casas e pessoas a arder? As guerras? Os discursos dos políticos? Armando Vara na CGD?
O desejo ou erotismo não está em quem o sente?

Monday, August 15, 2005

O New York Times e a liberdade de imprensa.

Quem ler hoje o artigo do NYT "Fat Chance" de JESSICA SEIGEL, percebe que a independência dos media só pode existir quando livre do poder económico, seja ele constituído por anunciantes, proprietários ou quaisquer outros grupos de pressão. A pressão política em mercados de media diversificados e competitivos só funciona com a intervenção da lei.
Jessica hoje dá cabo das promessas mentirosas - de redução da celulite - da publicidade Dove, não se esquecendo de mencionar que a Unilever, dona da marca, investe no jornal.
Procurem um jornal em que isso aconteça em Portugal. Não acontece nem acontecerá porque não há competição. Há cinco grupos de comunicação - Impresa, MediaCapital, Controljornal, Cofina e Impala - que se entendem sobre tudo. Cinco grupos de distribuição alimentar, cinco bancos, cinco seguradoras, cinco grupos automóveis, cinco grupos de turismo e por aí fora. Um país de cartéis.

Os U2 e os preços dos bilhetes...


Fui hoje ver e ouvir os U2.
Grande espectáculo.
Fui com os meus dois filhos.
À chegada ao estádio recebi propostas de compra dos meus bilhetes.
Mas as pessoas que os vendiam estavam cheios de medo da IGAE (Inspecção Geral das Acividades Económicas).
Aparentemente vender os bilhetes que se compraram é ilegal.
Porquê?
Porque não posso chegar ao estádio e vender os meus bilhetes a 300 euros cada um? Ou 400, ou 500?
Alegadamente o objectivo é parar a especulação.
Mas qual especulação?
A fixação livre dos preços faz parte do backbone do pensamento liberal,
Se há açambarcamento ilegal (alguém que compra mais bilhetes do que o limite fixado, se o houver), resolvam o problema na venda.
A livre fixação fixação do preço em todos os momentos da transação regula o mercado,
Se há alguém disposto a pagar 500 euros para ir ver o concerto porque não o poderá fazer?
Só a fixação livre dos preços atribui ao vendedor o melhor preço dos seus bens e serviços, maximizando em cada momento a captação do excedente do consumidor.
O ideal mesmo seria ebayzarem o preço.
Entreguem tudo ao ebay e fica tudo melhor resolvido.
A ridícula e arcaica ideia do preço fixo ( que também ajuda o vendedor, pois simplifica-lhe a vida, tempo e minimiza os custos da transação) não é boa para ninguém.
Talvez para aqueles de baixo poder de compra, pensar-se-à. mas estes seriam os principais beneficiados de os comprarem a um preço "popular"(depois de 3 noites na fila) e depois revenderem-nos num momento de escassez (por exemplo no dia do concerto) por um valor muito mais alto.
Enfim, marxismo, colectivismo e estado social, todos juntos, no seu pior.
De qualquer modo pessoal, ganda concerto.

Thursday, August 11, 2005

Como na Primavera....

O país arde.
O Expresso sai ao sábado.
Os políticos foram de férias para o Quénia e Tanzânia (como Sócrates só entrou em Março em funções eu pensei que ele não tivesse direito a férias...??).
O Sporting perdeu.
O mensalão acabou.
Soares está no Vau e Cavaco em Boliqueime.
Está tudo bem.
Ou, como perguntavam os Supertramp (obrigado primo) na década de 80 "Crisis, What Crisis?"?
Portugal é um país previsível. Quem estudou R. Lucas (Nobel), sabe que as expectativas sobre a performance económica podem ser tão importantes como a própria realidade. Nós não temos expectativas. Temos a certeza que está tudo bem, que nada muda. E se isso não dá produtividade, crescimento económico e desenvolvimento, dá pelo menos paz social, integração territorial e um relaxe sócio-emocional críticos para que tudo se mantenha como está.

Wednesday, August 10, 2005

Somos todos um!

A política feita de pessoas mata as ideologias e filosofias.
Soares e Cavaco são a mesma pessoa. Dois barões dum passado que afinal não foi.
Dum passado que fez o Portugal de hoje. Com alguns momentos românticos como a Fonte Luminosa e as autoestradas da década de 80. Mas com muito pouco mais.
Foram eles os obreiros do Portugal de hoje. O Portugal Democrático. Pacificado. Europeu. Das missões militares, participante.
Mas inculto, pobre e acéfalo. Sem rumo nem destino. Onde Varas, Isaltinos e incêndios já ninguém surpreendem.
Com a memória afogada nas coisas de hoje, votaremos igual. Num deles.